Introduction to the concept of mobbing

Introduction to the concept of mobbing

"Through their national work environmental acts Sweden, Finland and Norway support the rights of workers to remain both physically and mentally healthy at work. Yet, in recent years, a workplace-related psychosocial problem has been discovered, the existence and extent of which was not known earlier.

This phenomenon has been referred to as "mobbing", "ganging up on someone", "bullying" or "psychological terror". In this type of conflict, the victim is subjected to a systematic, stigmatizing process and encroachment of his or her civil rights. If it lasts a number of years, it may ultimately lead to ejection from the labor market when the individual in question is unable to find employment due to mental injury sustained at the former work place.

I introduced this phenomenon in 1984. It certainly is a very old one, well known in every culture from the very beginning of these cultures. Nevertheless, it has not been systematically described until the research started in 1982 which led to a small scientific report written in the fall of 1983 and published in early 1984 at The National Board of Occupational Safety and Health in Stockholm, Sweden

(Leymann & Gustavsson, 1984)"

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Smith achava que o capitalismo do seu tempo estava...

...a atravesar uma grande encruzilhada; quando Smith declara que "os que trabalham mais recebem menos" na nova ordem, estava a pensar em termos humanos e não em salários. Numa das passagens mais severas de A Riqueza das Nações escreve: "Com o avanço da divisão do trabalho, o emprego da grande maioria dos que vive do trabalho...acaba por se limitar a umas quantas operações muito simples; frequentemente a uma ou duas. ...O homem cuja vida inteira é passada a realizar umas quantas operações simples...torna-se geralmente o mais estúpido e ignorante que é possível uma criatura humana tornar-se".
Se isto parece ser um Adam Smith estranhamente pessimista, talvez seja porque ele era um pensador mais complexo do que a ideologia capitalista o faz.
Em A Teoria dos Sentimentos Morais ele tinha defendido anteriormente as virtudes da compreensão mútua e da capacidade de se identificar com as necessidades dos outros. A compreensão, defendia ele, é um sentimento moral espontâneo; irrompe repentinamente quando um homem ou uma mulher entende de repente os sofrimentos ou as tensões doutro.
A divisão do trabalho tolda, porém, a explosão espontânea; a rotina reprime o jorro da compreensão. Sem dúvida, Smith equiparou o crescimento dos mercados e a divisão do trabalho ao progresso material da sociedade, mas não ao seu progresso moral.
De Richard Sennett em A Corrosão do Carácter

Dilema

O capitalismo ameaça corroer o carácter, sobretudo as qualidades de carácter que vinculam os seres humanos uns aos outros.

Pensamento do dia

"Podemos ignorar a sujidade mas ela não desaparece"

sábado, 16 de fevereiro de 2008

"Se o mundo fosse um lugar feliz e justo,

...os que gozam de respeito retribuiriam na mesma medida a consideração que lhes é conferida.
Era esta a ideia de Fichte em "Os Fundamentos da Lei Natural"; falava do "efeito recíproco" do reconhecimento.
Mas a vida real não tem essa generosidade."
In A Corrosão do Carácter de Richard Sennett

Congresso da CGTP abre com apelo ao "combate"

Os trabalhos do XI Congresso da CGTP arrancaram esta sexta-feira com um apelo de Carvalho da Silva à participação de “toda a sociedade portuguesa” no combate à precariedade laboral.
O secretário-geral fez ainda um balanço positivo dos “grandes combates” dos últimos quatro anos.
No discurso de abertura da reunião magna da CGTP, Carvalho da Silva assinalou o “êxito” alcançado pela Intersindical em “grandes combates”.
“A CGTP concretizou nestes quatro anos um projecto sindical radicado numa postura simultaneamente reivindicativa e proponente e numa intervenção responsável e responsabilizadora, a nível do aparelho de Estado, das instituições de âmbito nacional ou comunitário, ou em sede de concertação social, visando sempre servir os interesses dos trabalhadores e potenciar a sua capacidade reivindicativa”, sublinhou o secretário-geral.
A proposta de aumento do salário mínimo nacional para 500 euros, em 2011, e a obtenção de um conjunto alargado de convenções colectivas mais vantajosas para os trabalhadores foram os exemplos evocados por Carvalho da Silva.
O líder da Intersindical lembrou, no entanto, que os últimos quatro anos foram também marcados por um quadro de grandes dificuldades para o trabalho das estruturas sindicais.
“Tivemos, a nível nacional, as políticas dos governos PSD/CDS-PP, que agudizaram a instabilidade política, aprofundaram os problemas económicos e sociais, aumentaram a desconfiança dos portugueses nas instituições, bem como a descrença na capacidade de resolução dos problemas nacionais”, afirmou.
Por outro lado, “o clima de esperança e as legítimas expectativas” criadas na esteira dos resultados das eleições legislativas de 2005, que deram a maioria absoluta ao PS, “acabaram por ficar claramente frustradas face à medidas” que mantiveram um “baixo nível salarial e o elevado custo de vida”.
Na mesma linha, Carvalho da Silva sustentou que a “ofensiva contra os trabalhadores tem-se desenvolvido numa acção convergente do patronato e do poder político”.
O secretário-geral arrancou uma vaga de aplausos quando desfiou exemplos da capacidade de mobilização da CGTP – a Acção Nacional de Luta Convergente, a 2 de Março de 2007, as comemorações do 1.º de Maio, a adesão de perto de um milhão e 400 mil trabalhadores à greve geral de 30 de Maio do ano passado e a acção de protesto de 12 de Outubro de 2006, que juntou mais de 100 mil pessoas em Lisboa.
Combate à precariedade.
Para o secretário-geral da CGTP, a precariedade do emprego, com a multiplicação dos falsos recibos verdes e do trabalho temporário, está na base do mais grave quadro de desregulação do mercado laboral.
Foi com esse retrato em mente que Carvalho da Silva lançou um repto a “toda a sociedade portuguesa”: “Vamos ao combate à precariedade e à conquista da estabilidade no emprego”.
O líder da Intersindical respondeu dessa forma ao desafio que havia sido lançado pela Interjovem.
A dirigente Célia Lopes apelou aos congressistas para que elejam “o combate contra a precariedade e pela estabilidade de emprego” como prioridade da CGTP para os próximos quatro anos.
A intervenção de Célia Lopes assinalou o termo da Estafeta Contra a Precariedade, iniciada a 16 de Janeiro.
Carvalho da Silva aludiu também ao Código do Trabalho, acusando Governo e patronato de pretenderem levar a cabo uma revisão da legislação laborar tendo em vista a adopção de uma flexissegurança “à portuguesa”.
O objectivo de ambos, atirou o secretário-geral da CGTP, é semear obstáculos à acção dos sindicatos, facilitar os despedimentos, reduzir retribuições e debilitar o direito laboral e as contratações colectivas.
Nos próximos quatro anos, o trabalho das estruturas sindicais será norteado, segundo Carvalho da Silva, pelos objectivos traçados na Carta Reivindicativa, documento que será debatido ao longo dos dois dias do Congresso.
Distribuição de rendimentos é “revoltante”.
O secretário-geral da CGTP abordou, ainda, o actual quadro de desigualdade na distribuição de rendimentos em Portugal.
E fê-lo com recurso à ironia: “Em Portugal as 100 maiores fortunas valem 22 por cento do nosso PIB e cresceram 36 por cento em 2007, como vêem, um pouco acima da inflação”.
Carvalho da Silva citou, depois, um estudo sobre as desigualdades no país, realizado pela CGTP, segundo o qual dez por cento dos rendimentos mais elevados auferem 12 vezes mais dos que os dez por cento menos abonados.
Por outro lado, dez por cento das famílias detêm 74 por cento de activos financeiros.
“Existem mais de 300 mil famílias onde há, em simultâneo, falta de rendimentos e dificuldades de acesso a um nível mínimo de bem-estar e a condições de alojamento condignas”, disse. “Isto é revoltante.
Os portugueses têm de se mobilizar contra este estado de coisas.
Temos de ser exigentes na aplicação do princípio da solidariedade”.
XI Congresso
São 1.200 os congressistas que estão reunidos em Lisboa na XI reunião magna da CGTP.
Durante os dois dias do Congresso - subordinado aos motes “Emprego, justa distribuição da riqueza” e “Mais força aos sindicatos” -, vão ser discutidas as estratégias de luta para os próximos quatro anos e eleito o Conselho Nacional.
A lista para o Conselho Nacional, órgão composto por 147 pessoas, apresenta este ano um sinal de renovação – um terço da lista é renovada; ninguém tem mais de 60 anos e aumenta o número de mulheres; dois terços são militantes do PCP e um terço dos demais partidos.
Os trabalhos do Congresso decorrem até Sábado.
Entre os 1.220 congressistas há 900 delegados.
Os restantes são convidados de vários quadrantes, da economia à política.
Caberá ao futuro Conselho Nacional eleger os 29 membros da Comissão Executivo e o secretário-geral.
Carvalho da Silva manifestou em Janeiro a sua disponibilidade para continuar à frente da Intersindical.
A sua reeleição é dada como garantida.
Fonte: rtp.pt

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Trabalhadoras acusam director de assédio moral

Os três funcionários que apresentaram a queixa podem ser despedidos.
Trabalhadoras da fábrica de embalagens Crown Cork & Seal, em Alcochete, acusam o director de Recursos Humanos da empresa de assédio moral, por entrar no balneário feminino durante as mudanças de roupa das funcionárias.
A queixa foi apresentada por três membros da comissão de trabalhadores - duas mulheres e um homem -, agora alvos de processos disciplinares, que podem acabar em despedimentos.
Segundo uma das funcionárias envolvidas no processo, que preferiu manter o anonimato com medo de sofrer represálias no decorrer do inquérito interno em curso, Teves da Costa já há algum tempo que fazia visitas ao balneário das mulheres.
Até que em Novembro do ano passado, numa única semana, o director de Recursos Humanos da Crown Cork & Seal terá entrado duas vezes no balneário na hora de mudança de turno, o que motivou a irritação das empregadas. "Uma das funcionárias até ia a sair do banho e teve de ser avisada pelas colegas. As trabalhadoras ficaram indignadas e o director limitou-se a sorrir.
Mais tarde, ele admitiu que esteve não duas, mas quatro vezes no balneário nessa semana, por razões de limpeza e conservação.
Ora esta desculpa é inadmissível.
Foi ele quem fez o horário e podia lá ir na hora em que não havia mudanças de turnos", diz a trabalhadora ao DN.
A empresa procedeu a um inquérito, liderado por uma advogada, que ouviu 40 trabalhadoras, que concluiu que as acusações eram infundadas.
E, ao contrário das pretensões dos funcionários, instaurou um processo disciplinar que visa o despedimento dos três empregados que fazem parte da comissão de trabalhadores e que deram a cara por todas as denunciantes, como conta ao DN Oliveira da Silva, advogado da Crown. "Havia matéria suficiente para a instauração de um processo disciplinar por violação das leis laborais, nomeadamente pelo uso de linguagem infame no comunicado de queixa.
O director de Recursos Humanos da empresa avançou também com uma queixa-crime contra aqueles trabalhadores e a Crown pondera fazer o mesmo.
Acho que este é um caso de perseguição das duas trabalhadoras em relação ao director.
Já há muito tempo que elas tentam atingi--lo", garante Oliveira da Silva.
A operária que aceitou prestar declarações ao DN contradiz estas acusações e assegura que tem sido a empresa a perseguir a comissão de trabalhadores ao longo dos anos.
Considera que as conclusões do inquérito basearam-se nos resultados de um abaixo-assinado elaborado por Teves da Costa, que perguntava se o director alguma vez tinha abusado ou assediado sexualmente alguma trabalhadora. "Não eram essas as perguntas que ele devia fazer, porque nós queixámo-nos de assédio moral.
Ainda assim, o director de Recursos Humanos pressionou as funcionárias a assinar o documento.
E terá sido com base nesse abaixo-assinado que se argumentou que as acusações eram infundadas", afirma.
E esclarece ainda que a administração os acusa de vocabulário menos próprio "por termos começado o comunicado com a expressão 'já não há respeito, já não há vergonha' e por descrevermos o director de Recursos Humanos como um mirone".
Fonte: dn.sapo.pt
21 de Janeiro 2008