Introduction to the concept of mobbing

Introduction to the concept of mobbing

"Through their national work environmental acts Sweden, Finland and Norway support the rights of workers to remain both physically and mentally healthy at work. Yet, in recent years, a workplace-related psychosocial problem has been discovered, the existence and extent of which was not known earlier.

This phenomenon has been referred to as "mobbing", "ganging up on someone", "bullying" or "psychological terror". In this type of conflict, the victim is subjected to a systematic, stigmatizing process and encroachment of his or her civil rights. If it lasts a number of years, it may ultimately lead to ejection from the labor market when the individual in question is unable to find employment due to mental injury sustained at the former work place.

I introduced this phenomenon in 1984. It certainly is a very old one, well known in every culture from the very beginning of these cultures. Nevertheless, it has not been systematically described until the research started in 1982 which led to a small scientific report written in the fall of 1983 and published in early 1984 at The National Board of Occupational Safety and Health in Stockholm, Sweden

(Leymann & Gustavsson, 1984)"

terça-feira, 8 de maio de 2012

Los seres humanos hablan de sí mismos por la satisfacción que les produce

"Los humanos dedican del 30% al 40% de sus conversaciones a hablar de sí mismos (casi el 80% en las redes sociales) por la sencilla razón de que es "intrínsecamente gratificante", según un estudio que publica 'Proceedings of the National Academy of Sciences'.

"Lo que queríamos saber es por qué, de manera constante, las personas divulgan información acerca de sí mismas en las conversaciones, por internet, con conocidos o desconocidos, con quien quiera que les escuche", señala la investigadora Diana Tamir, del Departamento de Psicología en la Universidad de Harvard (Massachusetts).

El equipo de Tamir y Jason Mitchel ha puesto a prueba las teorías recientes de que los individuos asignan un elevado valor subjetivo a las oportunidades de comunicar sus pensamientos y sentimientos a otras personas, y de que el hacerlo activa mecanismos neurales y cognitivos asociados con la gratificación.

"La oportunidad de compartir la información sobre sí misma activa las áreas previamente identificadas con la gratificación", resume Tamir. "El hablar de ti misma te hace sentir bien. Nos gusta pensar acerca de nosotras mismas, nos gusta compartir información sobre nosotras mismas".

"Y también sabemos que el no compartir la información, especialmente la emocional, puede tener efectos negativos para la salud", subraya. Los investigadores consideraron cinco estudios, realizados con grupos de 20 y hasta 200 sujetos.

Llamar la atención

Aunque otros primates, en general, no intentan comunicar a sus pares lo que saben (como señalando cosas interesantes o comportamientos para que otros los imiten), ya desde los nueve meses de edad los humanos intentan atraer la atención ajena a aspectos del ambiente que encuentra interesantes, apunta el artículo.

"Y los adultos en todas las sociedades hacen, de manera coherente, intentos de impartir su conocimiento a otros", agrega Tamir, quien explica que para su estudio se combinaron imágenes funcionales por resonancia magnética (fMRI) y métodos cognitivos.

Otras investigaciones anteriores han identificado las áreas del cerebro involucradas en la gratificación, y el equipo de Tamir ha empleado los fMRI al tiempo que los individuos hablaban sobre sus creencias y opiniones o especulaban acerca de las opiniones y creencias de otra persona.

Remuneración

También estos investigadores han recurrido a una versión modificada de experimentos con tareas remuneradas que miden hasta qué punto los sujetos están dispuestos a pagar algo que les gratifica.

En los experimentos originales hechos con animales se ha encontrado, por ejemplo, que los monos eligen entre diferentes cantidades de una gratificación primaria (jugos) y la oportunidad de ver a un macho dominante.

Otros experimentos del mismo tipo hechos con humanos han cuantificado la recompensa asociada con la belleza y el atractivo sexual, midiendo la cantidad de dinero a la que estudiantes universitarios estaban dispuestos a perder a cambio de ver, brevemente, imágenes de miembros atractivos del sexo opuesto."

Fonte: El Mundo 2012/05/07

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Devemos boicotar a Apple? - Parte II

"Estas informações são perturbadoras, mas não deviam surpreender-nos. O fabuloso sucesso da Apple não se explica apenas pela inovação e pelo design: tem também algo implacável. A capacidade da Apple para se impor no mercado e comercializar os gadgets mais deslumbrantes que o mundo alguma vez viu é igualmente o triunfo de um sistema de produção.

É ainda outro artigo em The New York Times, a descrever o desaparecimento de empregos da classe média [nos Estados Unidos], que foram exportados para a China, um país conhecido pelas suas façanhas industriais. 

Segundo parece, na China, é possível arrancar oito mil operários dos seus dormitórios, em meia hora, e mandá-los montar ecrãs de vidro nos iPhones durante 12 horas seguidas, a troco de um biscoito e de uma chávena de chá.

Thomas Friedman [cronista em The New York Times] conta esta mesma história num editorial, vendo nela um exemplo da fraqueza da América. Que conclusões devemos tirar? Imitar a China ou ter pena dos trabalhadores chineses?"

Fonte: Courrier Internacional Março 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Casos de assédio moral e sexual no local de trabalho estão a aumentar

"Os casos de assédio moral e sexual no local de trabalho quase duplicaram no último ano, segundo dados da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que em 2011 registou 140 crimes.

"Os números que temos indicam que estão a ser registados mais fenómenos de assédio moral e sexual e de inocupação dos postos de trabalho", revela em entrevista à Agência Lusa o inspetor geral do trabalho, José Luís Forte.

Desde 2009, a ACT realizou 1515 visitas tendo em vista casos que configurassem situações de assédio moral, sexual e violação do dever de ocupação efetiva dos trabalhadores. Em três anos foram levantados 299 autos e aplicadas coimas num valor aproximado de 913 mil euros.

Os números indicam ainda que estes crimes estão a aumentar. Em 2011, o número de autos quase duplicou, passando de 79 em 2010 para 140.

"Isto é revelador de que alguma coisa está a acontecer no plano do comportamento dos prevaricadores ou no aumento da coragem das pessoas em denunciar as situações", alerta o inspetor geral do trabalho.

Todos os especialistas contactados pela Lusa defendem que a realidade é bem mais dramática do que os números conhecidos. Quem lida diariamente com estes casos conhece muitas histórias em que o "medo de represálias" ou o "puro desconhecimento da legislação" silencia o crime.

A psicóloga Catarina Paulos recorda um estudo de 2006, em que esteve envolvida, que veio denunciar a existência de situações em que os trabalhadores "estavam a ser alvo de assédio mas não sabiam".

"Há pouca informação disponível e muitas pessoas nem sequer sabem a quem devem recorrer. Além disso, há o medo em denunciar porque temem represálias e não têm o apoio dos colegas, porque eles também têm medo", diz Catarina Paulos.

Estes fenómenos são confirmados por Rita Garcia Pereira. Pelo escritório da advogada de 35 anos já passaram mais de 100 casos e a especialista diz que "há muita gente que nem sequer reconhece que está a ser vítima de assédio".

Por isso, são "poucos" os que decidem avançar contra o empregador. Os que não desistem, deparam-se invariavelmente com morosas lutas judiciais. De acordo com Rita Garcia Pereira, "é normal uma ação de assédio moral demorar três anos".

Mesmo quando os queixosos vencem em tribunal, as indemnizações são "ridículas": "No caso dos danos morais rondam entre os 2.500 e os cinco mil euros", critica Rita Garcia Pereira.

Por isso, "é mais fácil a pessoa abandonar o seu emprego e não se envolver nestes processos", explica a psicóloga Catarina Paulos, lembrando que habitualmente as vítimas já estão emocionalmente frágeis.

Rita Garcia Pereira e Catarina Paulos conhecem inúmeras histórias de depressões provocadas por problemas no trabalho e lembram que além das vítimas, estas situações afetam também a família, havendo "muitos casos que acabam em divórcio".

Muitas vezes o objetivo do empregador é conseguido: o trabalhador despede-se e tenta esquecer o crime. Mas o inspetor geral do trabalho insiste que é preciso reagir para combater a "tendência de aumento".

"Os trabalhadores têm de tomar consciência de que não podem ser alvo de pressões de natureza moral e muito menos de natureza sexual. Esse tipo de comportamentos tem de ser violentamente perseguido", defendeu.

José Luís Forte lembra que "as crises não fazem apenas manifestar ondas de solidariedade, fazem também emergir o que o homem tem de pior, que é aproveitar-se das situações de desvantagem e de inferioridade para espezinhar e atingir a dignidade das pessoas.

O que está em causa no assédio é buscar nas vulnerabilidades, satisfações egoístas dos instintos mais baixos dos seres humanos e infelizmente esta é uma realidade que as crises agravam"."

Fonte: Lusa 19 Mar, 2012

Casos de assédio moral dificilmente detetáveis por falta de especificação do problema

"Os casos de assédio moral no trabalho são dificilmente detetáveis devido à dificuldade em distingui-los de situações de conflito laboral, concluiu um estudo hoje apresentado, que recomenda uma maior especificação de um problema com tendência a aumentar.

"Há dificuldade metodológica em identificar e distinguir situações de assédio das situações conflituais normais que ocorrem no trabalho. O ponto comum a todas as definições de assédio moral é o caráter de intencionalidade do fenómeno. É praticado com o intuito de fragilizar as pessoas", afirmou à agência Lusa o coordenador do estudo "Assédio moral: estratégias, processos e práticas de prevenção".

A equipa liderada por Rui Moura recomenda "uma maior especificação do problema", sugerindo "a adoção de uma única versão conceptual de assédio moral"."

Fonte: 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Of the Liberty of Thought and Discussion

Hoje falo-vos de John Stuart Mill, um dos autores por mim conhecidos no âmbito da frequência de mestrado em Economia Social e Solidária, que defende neste título original o direito que o indivíduo tem de pensar e agir.

Não preconiza este autor a irresponsabilidade, o pensar e o agir segundo o que aprouver ao indivíduo, e sim a responsabilidade, a liberdade de saber o que pensar e o que fazer.

Que cada indivíduo opte, em liberdade, por determinada maneira de pensar e agir - eis o pensamento deste filósofo e economista inglês, o pensador liberal mais influente do século XIX, também defensor incansável da liberdade e da racionalidade, foi, um pensador sistematicamente ignorado durante o regime salazarista e as suas ideias são ainda hoje incómodas em muitos círculos.

Diz a dada altura nesta obra: "Nunca podemos ter a certeza de que a opinião que estamos a tentar sufocar seja uma falsa opinião; e, mesmo que tenhamos a certeza, o facto de a sufocarmos constitui ainda um mal".

E acrescenta: "Primeiro: a opinião que se tenta eliminar pela autoridade pode muito possivelmente ser verdadeira. Aqueles que desejam suprimi-la negam, evidentemente, a sua verdade; mas eles não são infalíveis. Não têm qualquer autoridade para resolver a questão em nome de toda a humanidade e excluírem todas as outras pessoas do meio de julgamento."

Levanta-se-me ao ler este autor a questão:

Quando por exemplo, um líder, ou alguém com poder disciplinar numa organização é confrontado com uma opinião dada por uma chefia e que tem como objectivo ou consequência afastar um funcionário, como pode ser dada deferência ilimitada a essa pessoa que é chefe sem que se ponha antes as coisas em perspectiva?

Deposita-se confiança ilimitada numa chefia tratando assim o funcionário que está a ser alvo de uma estratégia de afastamento premeditado por parte do chefe numa posição de funcionário de segunda categoria?

Não têm todos os funcionários das organizações, chefes ou não, um número atribuído, que serve para muitas coisas como por exemplo para aceder ao espaço físico da organização? Para se identificar?

Como pode um líder, que é quem manda e quem manda pode, confiar no seu julgamento isolado quando assina um papel que roubará o trabalho de um funcionário?

É tão evidente, quanto qualquer argumento o pode ser, que os indivíduos, qualquer que seja a sua posição hierárquica dentro duma organização, não são infalíveis.

Então, o líder, o que manda, o que tem poder disciplinar sobre a vida profissional dos seus funcionários, deve actuar sempre na sua convicção conscienciosa e não dar ouvidos e ceder a indivíduos malabaristas das palavras, manipuladores, engenhosos, com facilidade para dizer meias verdades, capazes de enrolar qualquer um, sedutores, que se excitam com o seu poder, que têm horror aos sentimentos e às emoções, porque para se fazer mal aos outros é preciso manter a cabeça fria.

É que a auto-estima de quem faz mal aos outros é baixa.

Por isso esta característica de personalidade pode tornar-se poderosa e perigosa, porque por tudo e por nada se cai no ridículo e cair no ridículo para uma pessoa destas é sentir-se cambiante, frívola, conflituosa, descrente, ninguém.

Tenho medo de pessoas assim.

Devíamos todos desejar que não cruzem o nosso caminho profissional. Porque podem atropelar num ápice tudo o que construímos arduamente e durante anos.

São capazes de propagar rumores e calúnias sobre colegas para se sentir menos desvalorizadas a si mesmas.

Que utilizam o poder da sua posição hierárquica para destruir vidas e depois de as destruir, fomentar ainda assim, mais insegurança, mais sentimento de impotência, mais destruição. 

Um líder, tem necessariamente de ser uma pessoa impermeável a estas personalidades nefastas. Não é fácil, reconheço, mas tem de ser. Tem mesmo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Devemos boicotar a Apple? - Parte I

"O inquérito recentemente publicado pelo The New York Times sobre as condições de trabalho a que estão sujeitos os subcontratados chineses da Apple causou grande agitação nos Estados Unidos. Irão os consumidores (e os acionistas do grupo) reagir?

Foi uma semana alucinante para os acionistas da Apple! O preço das ações da empresa atingiu valores máximos, impulsionado pelo anúncio de lucros no valor recorde de 13,06 mil milhões de dólares [9,95 mil milhões de euros] só no primeiro trimestre. A empresa vendeu 37 milhões de iPhones e 15,4 milhões de iPads no período das festas de fim de ano, ou seja, duas vezes mais do que no ano passado.

Mas, na mesma altura notícias comprometedoras ensombraram esta fantástica feira de gadgets revolucionários da Apple. Num artigo pormenorizado, The New York Times voltou à questão dos custos humanos da produção de todos esses iPhones e iPads - não nos Estados Unidos, mas na China. Estes custos, suportados pelos operários em cidades industriais como Chengdu [na província de Sichuan], não aparecem nos registos, uma vez que as fábricas onde estes trabalham não pertencem à Apple mas aos seus subcontratados - a imensa cadeia de fabrico e de acabamento de todos os seus produtos. Segundo o inquérito, estas fábricas foram palco de explosões de mortes. Um número elevado de assalariados seria vítima de um ambiente profissional tão perigoso quanto brutal, que desrespeita as mais elementares condições de segurança.

Apenas alguns meses depois da morte de Steve Jobs [em Outubro de 2011], a empresa que este fundou jamais parecera tão poderosa. Continua a ser o filho querido da era digital: as suas inovações suscitam inveja e os seus resultados financeiros ciúme. Mas, aparentemente, os mágicos de Cupertino [sede da empresa na Califórnia] têm alguns esqueletos escondidos nos seus armários chineses. É aí que se manifesta o lado obscuro de todas estas belas invenções - a maior parte dos grandes nomes das tecnologias de ponta são, evidentemente, confrontados com o mesmo desafio ético, uma vez que todos fabricam os seus produtos na China."

Fontes: thedailybeast.com e Courrier Internacional de Março 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Funcionário confessa que "não fez nada" em 14 anos

Um funcionário público alemão de 65 anos admitiu que "não fez nada durante 14 anos" num email que enviou como despedida aos seus 500 colegas de trabalho depois de saber que tinha sido despedido devido aos cortes.

No email, o funcionário que trabalhou desde 1974 como inspetor do Estado em Menden (norte da Alemanha) congratulava-se por ter ganho 745 mil euros por não fazer nada, segundo revelou o jornal 'Westfalen-Post'. "Desde 1998, estava presente, mas na realidade não estava. Por isso estarei bem preparado para a reforma. Adeus", escreveu.

Segundo o jornal britânico 'The Telegraph', a confissão deste funcionário público é "embaraçosa" para a Alemanha, já que o país está a liderar as exigências de cortes e de austeridade nos países da zona euro como Grécia, Espanha ou Portugal.

O funcionário, cujo nome não foi divulgado, acusou ainda as autoridade de criar estruturas ineficientes, comprar computadores que não serviam para nada ou contratar diferentes pessoas para fazer o mesmo trabalho. "Obviamente, beneficiei da liberdade que tive", escreveu.

Contactado pelo jornal alemão, o funcionário não quis falar do email, dizendo que este não era suposto ter sido revelado publicamente. Por seu lado, o presidente da câmara de Menden, Volker Fleige, diz ter ficado "furioso" com este caso. Até porque o trabalhador nunca se queixou de que não tinha nada para fazer.

As autoridades revelaram que o funcionário não será alvo de nenhum processo e que o seu posto não será ocupado por outro trabalhador, já que o despedimento surge devido à necessidade de cortes.

Fonte: dn.pt

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Un estudio revela que un tercio de los trabajadores está desmotivado en su puesto

El 40% de los empleados que dejan su puesto lo hacen por problemas con sus jefes

J. L. Micó
Un tercio de los trabajadores está insatisfecho en su puesto porque le falta motivación. Así se indica en una encuesta formulada por la compañía especializada Ipsos en 24 países, en la que se matiza que los mayores de 50 años son los que se muestran más conformes con su situación. El estrés, las tensiones con jefes y compañeros y las escasas perspectivas de mejora son los problemas más graves observados en este estudio, redactado gracias a la colaboración de casi 15.000 sujetos.

Datos como éstos explican que, a pesar de la grave crisis que está afectando la economía mundial y de los elevados índices de paro, un 56% de las plantillas esté barajando la posibilidad de abandonar su empresa, tal y como se refleja en las conclusiones de una investigación elaborada por los técnicos de la consultora internacional Mercer a partir de las respuestas de 30.000 individuos procedentes de 17 estados.

Otro informe similar, en esta ocasión confeccionado por The Florida State University, revela que aproximadamente un 40% de los empleados acaba presentando su renuncia por algún conflicto grave con su superior jerárquico. Según los expertos de este centro, una cuarta parte de los agraviados observa en sus responsables o jefes determinados comportamientos incorrectos que afectan su privacidad, lo cual les genera descontento.

La Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE) calcula que sobre un 20% del personal padece algún síndrome psicológico, sobre todo depresión o ansiedad, que degrada la calidad en el trabajo y afecta negativamente a la productividad. La previsión de la Organización Mundial de la Salud (OMS) es que precisamente la depresión sea en 2020 la segunda fuente de cargas por enfermedad en todas las franjas de edad.

Leer más noticias en LaVanguardia.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

O síndroma do jardineiro

Os alvos de assédio moral no trabalho caracterizam-se por ser pessoas que estão sujeitas a um feixe de atitudes, encadeadas e sucessivas, que mais não são do que agressões à sua dignidade. Essas atitudes têm por detrás motivações muito diversas. O síndroma do jardineiro pode ser uma delas. 

Como se sabe, uma das principais preocupações de um jardineiro, é manter a sebe do jardim sempre harmoniosa. Por isso, todos os dias, o profissional percorre a sebe, aparando todos os ramos que se tenham destacado ou aparentem querer sobressair do harmonioso conjunto. Com essa diligência, o jardineiro assegura que a sebe nunca ultrapassa a altura, nem sai do formato, que lhe estabeleceu como limite.

Existe muitas vezes no local de trabalho como que uma vigilância que se empenha em destruir ou aniquilar quem pareça destacar-se da normalidade e, desse modo, assegurar que todos se mantêm aconhegadamente na mediania.

E a principal vítima deste processo negativamente selectivo é a excelência que não se atinge, a criatividade que não se explora, a inovação que não vê a luz do dia, e assim, a organização acaba cada vez mais empobrecida.

Na esfera privada, apesar de tudo, vai havendo algum espaço para cada um poder espraiar as suas capacidades, sobretudo se conseguir manter-se discreto.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Don't

"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele.

A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e te-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.

Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.

A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez.

Os nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.

Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura!

Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido"

Charles Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador

terça-feira, 20 de março de 2012

Porque razão nunca mais escrevi

Mantive-me afastada da escrita neste espaço por razões muito alheias à minha vontade. Muito porque sou, há vários anos, alvo daquilo que classifico de perseguição draconiana sobretudo por parte de uma senhora que parece zangada com o facto de existir liberdade de expressão.

E é sobre liberdade de expressão que hoje partilho uma notícia que saiu há já algum tempo no jornal Público (escrita por Mariana Oliveira).

"O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou ontem o Estado português a pagar 4040 euros à jornalista Sofia Pinto Coelho, por considerar que foi violado o direito à liberdade de expressão. Em causa está a condenação da repórter por um crime de desobediência, por esta não ter pedido uma autorização judicial para mostrar na SIC o auto que esteve na base da demissão do antigo director da Polícia Judiciária Fernando Negrão, acusado de dar informações em segredo sobre buscas à Universidade Moderna.

Na sentença, os juízes consideram desproporcionada a condenação automática apenas porque não foi dada autorização para a divulgação do documento, sem analisar os vários direitos em conflito. E sustentam que as autoridades portuguesas explicaram em que medida a divulgação daquelas cópias prejudicou o inquérito, nem como foi violada a presunção de inocência de Fernando Negrão, que não chegou a ser julgado pelo crime de violação do segredo de justiça. Os juízes notam que apresentar aquelas cópias serviu "a credibilidade das informações transmitidas, atestando a sua exactidão e a sua autenticidade".

Contactada pelo PÚBLICO, a jornalista mostrou-se "muito satisfeita" com a decisão do tribunal, que mostra que a persistência compensa."

sábado, 16 de janeiro de 2010

Trabalho Digno

http://www.ilo.org/public/english/dw/ilo-dw-portuguese-web.swf

Reportagem RTP1 Linha da Frente "Escravos do Poder"

http://www.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=25508&idpod=33987&formato=flv&pag=recentes&escolha=

France Telecom: 24 suicídios em 18 meses

"Um trabalhador da France Telecom suicidou-se ontem devido a problemas de trabalho, elevando para 24 o número de funcionários da empresa que nos últimos 18 meses colocaram fim à própria vida.
Casado e pai de dois filhos, o homem de 51 anos deixou uma carta à família afirmando que o ambiente infernal que se vivia na empresa esteve na causa do seu suicídio.
A France Telecom confirmou o suicídio do funcionário e o presidente da empresa, Didier Lombard, viajou imediatamente para Annecy, indicou o grupo.
Com este suicídio sobe para 24 o número de funcionários da empresa que colocaram fim à própria vida desde Fevereiro de 2008, um comportamento que os sindicatos atribuem ao stress causado pela gestão empresarial e pelas condições de trabalho.
No início de Setembro, Lombard afirmou que a sua preocupação era acabar com a "espiral de suicídios" dentro da empresa.

O presidente da France Telecom considerou necessário "sair desta situação de contágio" e com este objectivo anunciou uma série de medidas.
Entre as medidas estão o aumento do número de médicos na empresa e das equipes de recursos humanos, além da disponibilização aos funcionários de psicólogos externos, negociações com os sindicatos sobre o contrato social e uma formação profissional mais intensa para a evolução tecnológica.
A France Telecom tem 100.000 funcionários em França. O Estado controla 26,7% do capital da empresa, que em 2008 registou um lucro líquido superior a quatro mil milhões de euros."

A primeira medida concreta que a administração de uma empresa onde se passam situações de assédio psicológico porventura não deveria ser a de punir severamente quem é, ou quem são, o ou os autores dos atropelos à dignidade humana de um trabalhador?

Onde pára a ética organizacional?

É só uma mera palavra que existe no dicionário?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Atitude

“Uma atitude consiste numa posição (mais ou menos cristalizada) de um agente relativamente a um objecto (pessoa, grupo, situação ou valor”;

exprime-se mais ou menos abertamente através de diversos sintomas ou indicadores (palavras, tons , gestos, actos, escolhas – ou a sua ausência);

exerce uma função cognitiva, energética e reguladora nos comportamentos que lhe estão subjacentes.”

Maisonneuve

domingo, 9 de agosto de 2009

De que Serve a Bondade

De que serve a bondade Quando os bondosos são logo abatidos, ou são abatidos Aqueles para quem foram bondosos?

De que serve a liberdade Quando os livres têm que viver entre os não-livres?

De que serve a razão Quando só a sem-razão arranja a comida de que cada um precisa?

Em vez de serdes só bondosos, esforçai-vos Por criar uma situação que torne possível a bondade, e melhor; A faça supérflua!

Em vez de serdes só livres, esforçai-vos Por criar uma situação que a todos liberte E também o amor da liberdade Faça supérfluo!

Em vez de serdes só razoáveis, esforçai-vos Por criar uma situação que faça da sem-razão dos indivíduos Um mau negócio!

Bertold Brecht, in 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas'