Introduction to the concept of mobbing

"Through their national work environmental acts Sweden, Finland and Norway support the rights of workers to remain both physically and mentally healthy at work. Yet, in recent years, a workplace-related psychosocial problem has been discovered, the existence and extent of which was not known earlier.
This phenomenon has been referred to as "mobbing", "ganging up on someone", "bullying" or "psychological terror". In this type of conflict, the victim is subjected to a systematic, stigmatizing process and encroachment of his or her civil rights. If it lasts a number of years, it may ultimately lead to ejection from the labor market when the individual in question is unable to find employment due to mental injury sustained at the former work place.
I introduced this phenomenon in 1984. It certainly is a very old one, well known in every culture from the very beginning of these cultures. Nevertheless, it has not been systematically described until the research started in 1982 which led to a small scientific report written in the fall of 1983 and published in early 1984 at The National Board of Occupational Safety and Health in Stockholm, Sweden (
Leymann & Gustavsson, 1984)"

Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Trabalho Digno

http://www.ilo.org/public/english/dw/ilo-dw-portuguese-web.swf

Reportagem RTP1 Linha da Frente "Escravos do Poder"

http://www.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=25508&idpod=33987&formato=flv&pag=recentes&escolha=

France Telecom: 24 suicídios em 18 meses

"Um trabalhador da France Telecom suicidou-se ontem devido a problemas de trabalho, elevando para 24 o número de funcionários da empresa que nos últimos 18 meses colocaram fim à própria vida.
Casado e pai de dois filhos, o homem de 51 anos deixou uma carta à família afirmando que o ambiente infernal que se vivia na empresa esteve na causa do seu suicídio.
A France Telecom confirmou o suicídio do funcionário e o presidente da empresa, Didier Lombard, viajou imediatamente para Annecy, indicou o grupo.
Com este suicídio sobe para 24 o número de funcionários da empresa que colocaram fim à própria vida desde Fevereiro de 2008, um comportamento que os sindicatos atribuem ao stress causado pela gestão empresarial e pelas condições de trabalho.
No início de Setembro, Lombard afirmou que a sua preocupação era acabar com a "espiral de suicídios" dentro da empresa. O presidente da France Telecom considerou necessário "sair desta situação de contágio" e com este objectivo anunciou uma série de medidas.
Entre as medidas estão o aumento do número de médicos na empresa e das equipes de recursos humanos, além da disponibilização aos funcionários de psicólogos externos, negociações com os sindicatos sobre o contrato social e uma formação profissional mais intensa para a evolução tecnológica.
A France Telecom tem 100.000 funcionários em França. O Estado controla 26,7% do capital da empresa, que em 2008 registou um lucro líquido superior a quatro mil milhões de euros."
Fonte:
A primeira medida concreta que a administração de uma empresa onde se passam situações de assédio psicológico porventura não deveria ser a de punir severamente quem é, ou quem são, o ou os autores dos atropelos à dignidade humana de um trabalhador? Onde pára a ética organizacional? É só uma mera palavra que existe no dicionário?

Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Atitude

“Uma atitude consiste numa posição (mais ou menos cristalizada) de um agente relativamente a um objecto (pessoa, grupo, situação ou valor”; exprime-se mais ou menos abertamente através de diversos sintomas ou indicadores (palavras, tons , gestos, actos, escolhas – ou a sua ausência); exerce uma função cognitiva, energética e reguladora nos comportamentos que lhe estão subjacentes.” Maisonneuve

Domingo, 9 de Agosto de 2009

De que Serve a Bondade

De que serve a bondade Quando os bondosos são logo abatidos, ou são abatidos Aqueles para quem foram bondosos?
De que serve a liberdade Quando os livres têm que viver entre os não-livres?
De que serve a razão Quando só a sem-razão arranja a comida de que cada um precisa?
Em vez de serdes só bondosos, esforçai-vos Por criar uma situação que torne possível a bondade, e melhor; A faça supérflua!
Em vez de serdes só livres, esforçai-vos Por criar uma situação que a todos liberte E também o amor da liberdade Faça supérfluo!
Em vez de serdes só razoáveis, esforçai-vos Por criar uma situação que faça da sem-razão dos indivíduos Um mau negócio!
Bertold Brecht, in 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas'

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Esta Gente/Essa Gente

O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente
Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente
Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente
O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
Poema de Ana Hatherly (Porto 1929)

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Ser más como as cobras

Manipuladoras, invejosas, as piores inimigas das outras mulheres. Quando se pensa em maldade no feminino, estes são os clichés. Porque será?
As mulheres sabem pensar, são estrategas, com ambição. Os homens são supostamente mais cúmplices uns dos outros.
As mulheres pensam que têm de competir com a outra para que a outra não seja melhor que si, porque, no fim de contas, e de acordo com o último Relatório sobre a igualdade entre homens e mulheres 2008 (http://europa.eu/scadplus/leg/pt/cha/c10167.htm) estas últimas continuam a não ter as mesmas oportunidades que os homens e por isso mesmo a pressão para a conquista de "um espaço no mundo" é enorme.
Conclusão: Vamos continuar a assistir a ataques perversos de pessoas sem ética e sem limites morais para se manterem "no poleiro" dentro das empresas.
Solução para combater os ataques: Como acontece com qualquer tipo de crime, o(a) autor(a) do assédio moral costuma escolher a vítima.
De acordo com a psiquiatra francesa Marie-France Hirigoyen, autora do livro "Assédio Moral: a violência perversa do quotidiano", o assédio é provocado por um sentimento de inveja em relação a alguma coisa que o(a)s agressore(a)s não tem.
Por trás disso pode estar problemas psicológicos que impedem o relacionamento com as pessoas.
O(a) agredido(a) é ridicularizado(a) e menosprezado(a) à frente de colegas, responsabilizado(a) publicamente por erros do departamento e impedido(a) de se manifestar.
Além disso, recebe várias vezes a mesma ordem para executar uma tarefa simples (o objetivo é desestabilizá-lo(a) emocionalmente) ou é sobrecarregado(a) de trabalho, tem os turnos de trabalho alterados sem consulta prévia, perde a sua promoção para funcionário(a)s com menos experiência ou recém-contratado(a)s, ao ficar doente é aconselhado(a) a pedir rescisão e começa a ouvir boatos sobre sua moral.
A lista não pára aí.
Pode ser despedido(a) por telefone ou carta enquanto está de férias, por exemplo.
Para se ter noção do estrago que a humilhação provoca, uma pesquisa da médica do trabalho Margarida Barreto com mais de dois mil profissionais de 97 empresas, e que serviu como tese de mestrado em Psicologia Social na PUC-SP, revelou que todo o homem humilhado no ambiente de trabalho já pensou ou tentou o suicídio.
Esse percentual cai para 16% no universo feminino.
A pesquisa constatou que 42% do(a)s trabalhadore(a)s brasileiro(a)s sofrem algum tipo de agressão moral.
Segunda ela, é importante não se sentir culpado(a) pela agressividade recebida.
Isso faz com que a humilhação não se fixe na mente, criando uma resistência.
O alvo de assédio deve: anotar, com detalhes, as humilhações sofridas (dia, hora, nome do(a)s agressore(a)s, testemunhas e conteúdo da agressão); procurar apoio dentro e fora da empresa com colegas que já passaram pela mesma situação; jamais conversar com o(a) agressor(a), sem testemunhas por perto; exigir, por escrito, explicações da agressão (mesmo que tenha certeza de que não terá a resposta); relatar o acontecido ao sindicato da categoria e reclamar no Tribunal do Trabalho.

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Conferência Internacional “Gestão de Riscos Psicossociais no Trabalho" (Roma, Itália)

qua, 5 Nov 2008 a qua, 5 Nov 2008

No âmbito do PRIMA – EF (Psychosocial RIsk MAnagement – European Framework), realizar-se-á no próximo dia 5 de Novembro, em Roma, uma conferência internacional sobre gestão de riscos psicossociais no trabalho.

Dirigida particularmente a profissionais de saúde ocupacional, médicos do trabalho, psicólogos, estudantes, investigadores, representantes de segurança e saúde no trabalho e técnicos de segurança e higiene do trabalho, esta conferência constituirá um fórum importante de discussão entre peritos sobre os riscos psicossociais e uma oportunidade de promover estratégias possíveis para a avaliação e gestão dos factores de risco psicossociais no mundo do trabalho em mudança.

A participação na conferência é gratuita, estando no entanto sujeita à prévia inscrição até 15 de Outubro. O registo pode ser efectuado em http://prima-ef.ispesl.it

A língua oficial de trabalho é o inglês. Será providenciada tradução simultânea.

Para mais informações sobre a conferência e sobre o programa de trabalhos, clique aqui.

O PRIMA – EF, projecto colaborativo financiado pelo 6.º programa-quadro da Comunidade Europeia, tem como objectivo o desenvolvimento de um quadro europeu para a gestão do risco psicossocial, com uma tónica especial no stresse relacionado com o trabalho e na violência no local de trabalho (incluindo assédio, bullying e mobbing). Para mais informações sobre este projecto, consulte o seu sítio na Internet, em http://prima-ef.org

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Atrás Dos Tempos

"sei vitórias e derrotas
nesta luta que vamos vencer
se quem trabalha não se esgota
tem seu salário sempre a descer
olha o polícia olha o talher
olha o preço da vida a subir
mas quem mal faz por mal espere
o tirano fez janela p´ra fugir"
Autor: Fausto

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Arrumar o passado num livro

"Só conseguimos arrumar o passado quando o pomos nos livros", dizia-me alguém há tempos. Pensei na altura, será que tem razão? De facto, não foi nada má ideia. Desde que comecei a escrever sobre os maus tratos psicológicos, as humilhações e o desgaste que vivi no trabalho (no passado) senti-me muito bem. Arrumando as ideias e traduzindo-as para o livro, consegui fortalecer-me ainda mais. Quando nos destroem os sonhos e a vida é muito difícil reerguermo-nos. Mas, com este registo que virá a ser partilhado por várias pessoas interessadas no tema, poderei finalmente, minimizar o pesadelo que tenho vivido até hoje. Eu acredito, que com o tempo, as pessoas conseguem ser livres e viver num Mundo melhor, mas para isso ser possível há que contribuir para a erradicação das injustiças.

Há sempre alguém que diz Não

"Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não"
Excerto de um poema de Manuel Alegre

Domingo, 21 de Setembro de 2008

A Coragem

"Não tem medo quem caminha Com a consciência tranquila Quem o inimigo aniquila Com a força da razão" Por Olavo Bilac

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

"Para onde vai o trabalho humano"

"Parte do trabalho "desaparece" no interior das empresas, através do trabalho clandestino e estágios não remunerados"
Resumo do artigo de João Fraga de Oliveira do Jornal "Público" de 12 de Abril de 2008
Em resposta à pergunta do título diz o autor que "...poderá ir para o interior da União Europeia, p.e., através das "deslocalizações da produção", para países de outros continentes, ou, por uma forma mais individualizada, através do teletrabalho intercontinental. Mas vai também para o interior.
Para o interior do país, através das cadeias de sub (sub, sub...) contratação e trabalho temporário, em que, clandestinamente, muito trabalho "desaparece". Para o interior das empresas (e da própria administração pública) onde "desaparece" através do trabalho clandestino (sobretudo o suplementar, para além do horário de trabalho), dos "estágios" não remunerados (de que já há descaradas ofertas nos jornais), dos falsos "recibos verdes", dos biscates, etc.
Mas o que é, talvez, mais perverso é que esse trabalho que "desaparece", afinal, vai também, através da sua (sobre) intensificação e degradação das condições em que é exercido, para o interior das pessoas. ...quando há rescisões ou cessações do contrato de trabalho, os trabalhadores vêm para o "exterior" (para o desemprego, para a reforma ou para a aposentação) mas, no "interior" das organizações des/empregadoras - não sendo, em regra, esses trabalhadores substituídos oportunamente -, o trabalho, realmente, fica lá todo. Só que "desaparece", para o "interior" dos trabalhadores que restaram, os quais muitas vezes, em decurso de uma (des)organização de trabalho e de modelos de gestão em que impera a "competitividade" a todo o custo (incluindo o da condição humana), o têm que passar a realizar em condições de (sobre) intensificação física ou mental.
...essa (sobre) intensificação do trabalho é, em muito, fomentada e alimentada pelo desemprego (como instrumento de chantagem e de amedrontamento) que "está cá fora" e, "lá dentro" pela condição de precariedade (à qual, sendo uma espécie de subemprego, corresponde, em regra, sobretrabalho) em que esses trabalhadores frequentemente estão.
Desta forma, o trabalho "desaparece" para o "interior" (para o amâgo) das pessoas (e das suas famílias), no sentido, dramático, das nefastas consequências que tal implica, do ponto de vista de saúde física e mental e condição social, de que são exemplos, como associados à sobrecarga física ou psicológica relacionada com o trabalho, o crescimento epidemiológico das doenças e lesões músculo-esquelécticas, o stress, o burnout, o assédio moral, a violência, o suicídio, mesmo.
Enganam-se, (...) os teóricos do "fim do trabalho" através da robotização e da automatização, partindo de um conceito mecanicista do trabalho e das "profundas mudanças" tecnológicas e gestionárias que estão em curso.
É que, (...) o trabalho mais do que um conceito abstracto (jurídico, sociológico, filosófico, etc.) ou técnico-tecnológico, é um conceito essencialmente humano e, consequentemente, social. O trabalho, realmente, consubstancia-se nas pessoas que trabalham.
É por isso que, quando o trabalho aparece, é essencialmente das pessoas que trabalham que ele "vem". E, também, quando ele "desaparece", em última análise e em todos os sentidos, é também para as pessoas que trabalha(ra)m que o trabalho "vai". (...)"
Licenciado em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho e funcionário público

Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

RESISTIR AO MOBBING NO TRABALHO

"O que é o "Mobbing"?

Violência moral ou psíquica no trabalho: atitudes ou comportamentos de violência moral ou psíquica em situação de trabalho, segregação e violência repetida ao longo do tempo de maneira sistemática ou habitual, que levam à degradação das condições do ambiente de trabalho, comprometendo a saúde ou o profissionalismo ou ainda a dignidade do trabalho.

Em inglês, "to mob" significa "agredir".

Na prática, podemos traduzir isso com duas palavras: vergonhosa intimidação.

Uma verdadeira praga social, um verdadeiro fenómeno de delinquência organizada, com três componentes: a vítima (o "mobizado"), o agressor(s) (Mobbers) e os cúmplices (os colegas, que compactuam de forma cobarde com o(s) mobber(s)).

Os efeitos do mobbing sobre a vítima são ansiedade, insónias, falta de apetite ou apetite excessivo, dores fortes de cabeça, tonturas, esgotamento e depressão.

Perfil pessoal da vítima: Colega tímido, sensível, inteligente um pouco mais do que a média, insatisfeito, honesto, pessoa de princípios e valores.

Dedicado à Instituição ou à Empresa e normalmente trabalha acima da média.

Perfil pessoal do mobber: Colega invejoso, de ideias fixas, manipulador, gosta de impor aos outros colegas ideias negativas, gosta de se fazer vítima, expressa-se e influencia com facilidade outros colegas.

Não gosta da sua profissão e por isso é pouco dedicado, nem gosta dos colegas que se dedicam, por isso conspira e influencia outros colegas a terem a mesma atitude contra esses colegas de forma a isolá-los.

É certamente uma pessoa com problemas pessoais, de família, é uma instável mas extrovertida.

O mobbing é usado por colegas de Instituições ou Empresas que querem afastar outro trabalhador que se tornou um incómodo para eles.

Muitas vezes não é a própria Empresa nem um superior que exerce o mobbing, acontece muitas vezes ser exercido por alguém que apesar de estar há pouco tempo na empresa ou Instituição quer ser promovido, tentando exercer pressão sobre os que trabalham consigo.

A técnica é relativamente simples, subtil e camuflada, nas Empresas ou Instituições, tentam através do esgotamento ou depressão de um colega afastar/aposentar/demitir de forma indirecta.

Na Administração Pública isso é mais difícil, mas não é impossível.

Nas Empresas ou Instituições do Estado é normalmente utilizada uma técnica distinta, começa-se por organizar o mobbing entre vários colegas, de modo a isolar outro(s) colega(s) de tarefas, actividades e até convívios ou festas habituais de modo a afectá-lo psicologicamente.

Se a vítima não conseguir resistir opta pela transferência, que pode parecer uma vantagem para quem é "mobizado", mas na realidade converte-se num erro.

Quem sofre por mobbing na Administração Pública vive a tentação de entregar "os pontos" e de deixar-se vencer de maneira fácil, pedindo transferência ou destacamento para outra Instituição, em relação àquele que sofre do mesmo problema numa Empresa privada.

SETE CONSELHOS PARA RESISTIR AO MOBBING:

1) Não se isole, apesar desta ser a sua primeira tendência.

2) Não ceda ao desânimo e à depressão, participe nas actividades ou convívios mesmo que o ignorem.

3) Não pense que é o único, normalmente existem outros colegas vitimas de mobbing.

4) Procure aliados. Isso nem sempre é fácil, porque muitas vezes afastam-se para que o mobbing dirigido a si não se volte também contra eles.

O mobbing é transversal, são os próprios colegas que são mobbers ou cumplices

5) Denuncie as ocorrências a outros colegas e à Administração da Empresa.

6) Inscreva-se numa associação contra o Mobbing como a italiana M.I.M.A.

7) Procure as vias legais. Neste caso, recolha documentação, registe as datas horas e pessoas presentes durante as ocorrências e procure um advogado. Na maioria dos códigos penais dos países Europeus é possível enquadrar no procedimento penal e/ou civil."

RESISTIR! RESISTIR! RESISTIR!

M.I.M.A. Associazione MIMA via Filippo Meda 169, 00157 Roma www.mimamobbing.org

In ExpressoEmprego.pt